Educação e Síndrome de Down

Postado em 29 agosto Comentar

“Antigamente, acreditava-se que as pessoas com síndrome de Down nasciam com uma deficiência intelectual severa. Hoje, sabe-se que o desenvolvimento da criança depende fundamentalmente da estimulação precoce, do enriquecimento do ambiente no qual ela está inserida e do incentivo das pessoas que estão à sua volta. Com apoio e investimento na sua formação, os alunos com síndrome de Down, assim como quaisquer outros estudantes, têm capacidade de aprender.” As crianças são fascinadas pela tecnologia, e o uso delas na sala de aula só aumentam o interesse e a concentração dos alunos, envolvendo em um plano de ensino onde os avanços com essas crianças são conquistadas e elas não se sentem excluídas do grupo, pois cada criança tem um perfil único de desenvolver a aprendizagem. 

Em uma consulta com especialistas médicos no caso Down, foi indicado brincadeiras para o melhor aprendizado da criança. Feitas algumas pesquisas numa comunidade escolar entre professores e diretor (a), foi selecionado alguns aplicativos para serem executados dentro da sala de aula com alunos especiais. Depois de discutirem o assunto foi analisado e escolhido o aplicativo PlayDown

“O PlayDown, é um aplicativo para o desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down e outras deficiências intelectuais ”.


O professor na sala de aula da educação infantil em suas aulas veio trazendo os assuntos de alfabetização com letras, números e figuras, sendo seus alunos de 4 a 5 anos. Utilizando um método diferente para atrair e desenvolver a atenção das crianças. 

Entre seus alunos tem dois especiais, com síndrome de down. Para não diferenciá-los dos outros alunos e também para haver a interação entre eles, foi decidido pelo núcleo da escola o uso do aplicativo PlayDown para ser usado por todos os alunos da escola. Com a disponibilização de aparelhos tecnológicos (tablet) da escola e com os aplicativos instalados, o professor iniciou as atividades com o uso do tablet havendo interação e divertimento, onde tem no aplicativo ligações de pontos formando letras, números e imagens que despertam o interesse e facilidade da aprendizagem dos que obtém Down e os demais. 

A tecnologia hoje possibilita interromper essa questão da limitação da incapacidade do aluno com síndrome de down, ela da a capacidade e competência para a pessoa com deficiência e não só as pessoas com deficiências leves, as graves também, não é que o cego vai deixar de ser cego, porque ele acessa o braile, vai das aceso a ele as informações escritas, ele não tira a deficiência enquanto a condição física mas, ele acaba com a impossibilidade e com a limitação. “O objetivo não é tratar todos como iguais, mas mostrar que as pessoas são diferentes e que isso precisa ser respeitado. Estudos já mostram que crianças que convivem com as diferenças crescem e se tornam adultos mais tolerantes e menos preconceituosos.”

“Além da estrutura, outro ponto fundamental é a formação dos profissionais para a inclusão. Há uma necessidade de preparar para incluir. Não só inclusão de crianças ou pessoas com down, mas a inclusão de todos. As equipes pedagógicas, técnicas e administrativas precisa ter uma preparação adequada para o processo de inclusão. Quando a gente fala de inclusão, de acessibilidade, a gente pensa que é mais uma questão física, mas não é só uma questão física. Tem uma preparação pessoal, tem uma preparação dos profissionais, desses professores que vão trabalhar com essas crianças.”

Inclusão é um fato que ninguém pode negar. Precisamos adaptar a essa realidade, não é só aceitar, mas, arregaçar as mangas, vestir a camisa e ir ao trabalho. Hoje em dia a família sabe do potencial dos seus filhos e graças a isso, tem sido um ótimo cobrador para que a escola passe o conhecimento e as informações adequadas a alunos de inclusão.


A educação inclusiva vem transformando a vida dessas crianças, pois para elas as limitações na escola vêm sendo superadas, com a ajuda dessas novas tecnologias que são desenvolvidas para melhorar a interação e aceitação da mesma em uma sala de aula. “Portanto, a educação inclusiva é muito importante e deve ser levadas a sério pelos alunos, profissionais da educação e pais. Esse estilo de educação, que já é um direito garantido e deve ser exigido pela sociedade”. 

Por Cryslâine de Jesus Roque e Irani de Sousa Filgueira

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