“Nos últimos anos, as
escolas juntamente com professores debatem uma “educação inclusiva”, que
concebe a educação como um direito de todos, sem exceção. Direito que prevê não
somente a garantia á vaga/presença, mas também á acessibilidade, ou seja, a
eliminação dos obstáculos que impedem participação nos processos educacionais”.
“Na perspectiva da
educação inclusiva, os recursos tecnológicos são de fundamental importância. É
utilizado como instrumento facilitador da aprendizagem, busca na criatividade
uma alternativa para que o aluno realize o que precisa ou deseja, possibilita
uma melhor comunicação e permite assim, que o aluno com a aprendizagem reduzida
construa individualmente ou coletivamente novos conhecimentos”.
“Aplicativos tem se mostrado
eficientes e de grande importância para alguns alunos portadores de deficiência
em sala de aula, como por exemplo: O de crianças com distúrbios de aprendizagem
(dislexia)”.
“Visando as necessidades
desses alunos foi criado o aplicativo ARAMUMO que é um jogo educacional, que
foi criado pelo ITABits, foi desenvolvido por alunos do ITA, teve parceria com
o instituto ABCD”.
O professor querendo
ajudar seus alunos resolveu utilizar o aplicativo na disciplina de língua
portuguesa, para ajudar quem tinha dificuldades de relacionar o reconhecimento
e interpretação dos sons das palavras e sílabas, ordenar, escrever corretamente
as letras, além de memorizar, sons e sílabas e estimular a coordenação motora. Ele,
juntamente com a diretora da escola, conversou com os demais colegas de
trabalho, para verem o que acharam da proposta, logo todos os colegas
concordaram e até mesmo outros profissionais da mesma área resolveram utilizar
o mesmo método, O aplicativo foi utilizado na explicação do conteúdo “divisão silábica”,
e “formação de palavras”.
Os jogadores ouviram um
conjunto de palavras e então arrastaram as bolhas flutuantes na tela para as
posições corretas na grade quadriculadas de forma que as setas indicaram. A
cada acerto era um sorriso de felicidade por terem conseguido cumprir a prova,
estimulou tanto a responderem os quis, que pegaram competição para verem quem
passaria ao próximo nível primeiro, o professor propôs que quem terminasse
primeiro teria premiação.
O aplicativo atendeu
alunos com distúrbios de aprendizagem (dislexia), utilizado com jovens de 11
anos de idade, o professor observou que os alunos ficaram surpresos com a
utilização da tecnologia na sala de aula, disseram até que era proibido o uso do
celular na sala de aula, que a lei era valida para alunos e professores. Logo
ele se explicou que usando o aparelho celular de forma educativa, poderia sim,
usar. Que era o caso que estava acontecendo no momento.
Os objetivos foram
alcançados atendendo as necessidades. Tanto os alunos deficientes quantos os
alunos normais acharam os conteúdos de fácil compreensão pelo aplicativo,
interagiram. Fazendo com que cada um compreendesse a formação de palavras, os
sons das silabas, eles demonstraram satisfeitos com a aula. Entretanto que até
pediram mais aulas como a daquele dia.
A utilização desse
aplicativo apresentou grandes vantagens: despertou a curiosidade, auxiliou no
aprendizado, teve uma produtividade maior, teve um aumento até na criatividade,
a proporção e os benefícios desse aplicativo foram tão grande que a escola toda
utilizou o método e passaram a estudar a possibilidade de uma educação
inclusiva, ate mesmo outras escolas aderiram essa forma de trabalhar com esses
alunos portadores de dislexia .
E evidentemente que
certas desvantagens existiram, como: a falta de internet, a falta de aparelhos
eletrônicos (celulares, tablets), a utilização do aplicativo inevitavelmente se
tornou mais atraente, e passaram a rejeitar o ensino tradicional.
Portanto, pode se
concluir que para trabalhar com a educação inclusiva de alunos com dislexia é
um grande desafio, buscar novas tecnologias, novas estratégias de ensino requer
abertura, flexibilidade e investimentos.
Por Fernando Rodrigues de Souza
Fonte: Alunos do ITA criam aplicativo para ajudar crianças que
sofrem de dislexia < g1.com.br > acesso em 16/08/2017.
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