Aramumo: o aplicativo da dislexia

Postado em 24 agosto Comentar


“Nos últimos anos, as escolas juntamente com professores debatem uma “educação inclusiva”, que concebe a educação como um direito de todos, sem exceção. Direito que prevê não somente a garantia á vaga/presença, mas também á acessibilidade, ou seja, a eliminação dos obstáculos que impedem participação nos processos educacionais”.

“Na perspectiva da educação inclusiva, os recursos tecnológicos são de fundamental importância. É utilizado como instrumento facilitador da aprendizagem, busca na criatividade uma alternativa para que o aluno realize o que precisa ou deseja, possibilita uma melhor comunicação e permite assim, que o aluno com a aprendizagem reduzida construa individualmente ou coletivamente novos conhecimentos”. 

“Aplicativos tem se mostrado eficientes e de grande importância para alguns alunos portadores de deficiência em sala de aula, como por exemplo: O de crianças com distúrbios de aprendizagem (dislexia)”.
“Visando as necessidades desses alunos foi criado o aplicativo ARAMUMO que é um jogo educacional, que foi criado pelo ITABits, foi desenvolvido por alunos do ITA, teve parceria com o instituto ABCD”.


O professor querendo ajudar seus alunos resolveu utilizar o aplicativo na disciplina de língua portuguesa, para ajudar quem tinha dificuldades de relacionar o reconhecimento e interpretação dos sons das palavras e sílabas, ordenar, escrever corretamente as letras, além de memorizar, sons e sílabas e estimular a coordenação motora. Ele, juntamente com a diretora da escola, conversou com os demais colegas de trabalho, para verem o que acharam da proposta, logo todos os colegas concordaram e até mesmo outros profissionais da mesma área resolveram utilizar o mesmo método, O aplicativo foi utilizado na explicação do conteúdo “divisão silábica”, e “formação de palavras”.

Os jogadores ouviram um conjunto de palavras e então arrastaram as bolhas flutuantes na tela para as posições corretas na grade quadriculadas de forma que as setas indicaram. A cada acerto era um sorriso de felicidade por terem conseguido cumprir a prova, estimulou tanto a responderem os quis, que pegaram competição para verem quem passaria ao próximo nível primeiro, o professor propôs que quem terminasse primeiro teria premiação.

O aplicativo atendeu alunos com distúrbios de aprendizagem (dislexia), utilizado com jovens de 11 anos de idade, o professor observou que os alunos ficaram surpresos com a utilização da tecnologia na sala de aula, disseram até que era proibido o uso do celular na sala de aula, que a lei era valida para alunos e professores. Logo ele se explicou que usando o aparelho celular de forma educativa, poderia sim, usar. Que era o caso que estava acontecendo no momento.

Os objetivos foram alcançados atendendo as necessidades. Tanto os alunos deficientes quantos os alunos normais acharam os conteúdos de fácil compreensão pelo aplicativo, interagiram. Fazendo com que cada um compreendesse a formação de palavras, os sons das silabas, eles demonstraram satisfeitos com a aula. Entretanto que até pediram mais aulas como a daquele dia.

A utilização desse aplicativo apresentou grandes vantagens: despertou a curiosidade, auxiliou no aprendizado, teve uma produtividade maior, teve um aumento até na criatividade, a proporção e os benefícios desse aplicativo foram tão grande que a escola toda utilizou o método e passaram a estudar a possibilidade de uma educação inclusiva, ate mesmo outras escolas aderiram essa forma de trabalhar com esses alunos portadores de dislexia .

E evidentemente que certas desvantagens existiram, como: a falta de internet, a falta de aparelhos eletrônicos (celulares, tablets), a utilização do aplicativo inevitavelmente se tornou mais atraente, e passaram a rejeitar o ensino tradicional.
Portanto, pode se concluir que para trabalhar com a educação inclusiva de alunos com dislexia é um grande desafio, buscar novas tecnologias, novas estratégias de ensino requer abertura, flexibilidade e investimentos.

Por Fernando Rodrigues de Souza
Fonte: Alunos do ITA criam aplicativo para ajudar crianças que sofrem de dislexia < g1.com.br > acesso em 16/08/2017.

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