No começo deste ano, a
professora F** (33), estava com dificuldade em lecionar
para 02 alunos com necessidades especiais, um autista e outro com déficit de
memória, e que não conseguiam acompanhar o conteúdo proposto. Ela trabalha em
uma escola pública no interior da Bahia, responsável pela disciplina de
ciências numa turma de 20 alunos do 5° ano do ensino fundamental I. Estando
preocupada com a situação, ela resolveu procurar ajuda para poder ensinar os
alunos sem os deixarem prejudicados. Lendo uma das teorias de Vygotsky e Piaget,
Fátima pôde entender que não poderia exclui-los dos demais, pois o aprendizado
depende muito de como a criança interage no meio social.
Pesquisando mais a
fundo, ela buscou um modo de ensinar que chamasse a atenção dos aprendizes e
seguindo uma linha construtivista, ou seja, que parte do principio que a
criança constrói o seu saber a partir das influencias do meio e das situações
de aprendizagem que ela vivencia.
No mesmo período, F**, lendo uma notícia na internet, encontrou um aplicativo para computador que
poderia ser uma saída para seus problemas em sala de aula, um software
educativo.
Hércules e Jiló é um
aplicativo criado para apoiar intervenções pedagógicas na área de Ciências
Naturais, abordando conteúdos relacionados com os seres que existem na terra
(diversidades, características, classificação, relações tróficas, ambientais
naturais, e construídos, etc.).
Essa grande invenção foi
realizada na Faculdade de Educação (FE) da universidade de Brasília (UnB),
oferecendo 10 jogos que podem ser utilizados pelas crianças no computador ou
fora dele, desde que sejam impressas em papel e montados como dominó, além
disso, possibilita uma interação para toda turma, sendo usado não somente pelos
alunos com necessidades especiais.
Hércules é um garoto, e
Jiló é seu cachorrinho. Estes personagens se tornam um apoio ao trabalho
docente, pois instiga no aluno, construções mais elaboradas através do lúdico,
ou seja, eles aprendem brincando.
Ao saber de tudo isso, a
professora tratou logo de baixar o aplicativo em seu notebook para aplicar em
turma, uma vez que na escola onde ela trabalha possui uma sala de informática
disponível aos alunos.
Por Renilda S. Santos, Elisângela
S. Oliveira e Maria T. M. Silva

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